Sapatilhas de ponta

23:32

Muita gente quando descobre que danço ballet sempre me pergunta das sapatilhas de ponta, se eu danço mesmo na ponta dos dedos ou do que é feita a sapatilha, por isso resolvi começar a nova tag do blog "Olive e o Ballet" falando um pouco sobre elas. Eu já li vários textos por ai, mas nenhum tem uma data exata de quando começaram a serem usadas, mas o que se sabe com certeza é que a razão de serem inseridas foi para criar uma leveza na bailarina. Também li que a bailarina italiana Maria Taglioni, filha do coreógrafo Filipo Taglioni, que tornou a sapatilha de ponta o símbolo técnico máximo da história do ballet em "La Sylphide" em 1832 (mas já haviam relatos comprovados de bailarinas que dançavam na ponta desde 1813). Nem preciso dizer que as sapatilhas dessa época não eram tão "confortáveis" quanto as de hoje que possuem proteção por dentro da sapatilha e ainda existem as ponteiras que ajudam ainda mais a proteger os dedos.
Esses são exemplos de ponteiras, você as coloca antes de calçar a sapatilha, as minhas são de silicone, já provei uma de pano, mas é o mesmo que não estar usando nada e machuca muito o pé. Tem gente que prefere a de pano, é muito pessoal. 
O box da sapatilha, que é a parte mais dura onde ficam os dedos, não é feito de gesso e muito menos de madeira (sim, já escutei que achavam que era madeira), mas é praticamente um papel machê. Tem um vídeo mostrando como é feita a sapatilha em uma fábrica da Só Dança e também outras dúvidas frequentes como a numeração das sapatilhas, porque são feitas com cetim, qual a melhor sapatilha para cada tipo de pé e outras. 


As minhas são Só dança, o modelo é a Toshie SD40 e é linda. Nessa foto elas ainda estavam novinhas, eu nem tinha costurado os elásticos nem as fitas e nem tinha colado o couro na plataforma da caixa. Na primeira foto do post elas também estavam super novas e nem sonhavam em começar a quebrar. 
Quebrar uma sapatilha é na verdade molda-la ao seu pé, algumas bailarinas quebram no pé (dançando mesmo) ou na mão (literalmente quebrando elas na mão ou batendo, pisando, etc.), para ficarem mais confortáveis e melhores para dançar. Bailarinas profissionais quebram no pé mesmo e às vezes as sapatilhas morrem em uma semana porque elas possuem pés muito fortes e dançam o tempo todo. Como eu não sou profissional e nem tenho os pés fortes eu posso quebrar a sapatilha no pé e ela durar meses. Essa minha só começou a quebrar agora depois de três meses que comecei a usar. Uma sapatilha morta é quando ela está muito quebrada e mole, uma sapatilha assim não consegue sustentar o seu pé e é muito perigoso dançar com ela porque você pode se machucar. 
Marie Taglioni in La Sylphide
Espero que tenham gostado e se tiverem mais curiosidades sobre o ballet que gostariam de saber é só perguntar. 

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4 comentários

  1. Adorei o post! Eu tenho um pouco de medo das aulas de ponta (tenho 15 anos e voltei a fazer ballet no ano passado, só tinha feito com uns 8 anos e por pouco tempo). Você deve entender. De qualquer forma, meu medo não supera minha ansiedade - já tive minhas sapatilhas de ponta e já experimentei um pouco da dor no ano passado, mas não me serviam direito e parei de usá-las.
    Vou ficar esperando mais postagens sobre ballet!

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  2. Achei o post bem interessante, já escutei falar que também em uma apresentação não se deve usar uma sapatilha totalmente nova, pois ela ainda não se moldou ao seu pé. São detalhes que fazem a diferença.
    Beijo

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  3. doharty r
    você voltou ao ballet ano passado e já subiu na ponta? não foi um pouco rápido demais não?
    já tive sapatilha do tamanho errado e me atrapalhou muito, é importante ter a sapatilha no tamanho certo e que se dê bem com você, mas esse tipo de coisa só da pra saber provando e experimentando.

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  4. NeyaRa
    sim, realmente não se deve. o que muitas bailarinas fazem é quebrar duas sapatilhas ao mesmo tempo (usar um par um dia e outro par em outro) pra ter um segunda opção no dia da apresentação se um dos pares quebrar (morrer). todo o cuidado é pouco porque se as sapatilhas morrerem no dia da apresentação, não dá pra sair e comprar um par novo.

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